segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Desafio da Investigação Filosófica #5

É com grande satisfação que anunciamos o Desafio da Investigação Filosófica #5!

Valendo um brinde exclusivo do blog, o desafio consiste em apresentar uma solução para o problema colocado abaixo. A primeira resposta considerada completa e correta será a vencedora. O resultado será divulgado em uma semana (no dia 15 de janeiro) ou quando houver vencedores (no caso de não ter sido resolvido até lá). As respostas devem ser escritas aqui no blog, diretamente nos comentários desta postagem, e devem conter o nome, o sobrenome, a cidade e o estado do (a) autor (a). A resposta deve ser oferecida em um único comentário (não consideraremos respostas divididas).

Aqueles (as) que desejarem propor um desafio ou oferecer uma premiação, podem enviar um email para desafiosdaif@gmail.com.

Lembramos que o desafio #4 ainda não foi solucionado. Arrisque uma resposta aqui!

E o desafio número 5 da investigação filosófica é...

sábado, 23 de dezembro de 2017

O terceiro homem no "Parmênides" de platão



O terceiro homem no "parmênides" de platão: A estrutura do argumento e Uma proposta de solução
Guilherme da Costa Assunção Cecílio
O argumento do Terceiro Homem presente no “Parmênides” constitui uma formidável objeção à teoria das Ideias, à qual Platão não apresentou resposta explícita. A despeito disso, cremos ser possível haurir da filosofia platônica uma solução para a referida objeção, solução esta que estaria verossimilmente à disposição do filósofo. Sendo assim, compreende-se que Platão não tenha sido forçado a renunciar à teoria das Ideias, ao menos no que se refere às dificuldades que o Terceiro Homem lhe opõe.
Palavras-chave: teoria das Ideias “Parmênides” argumento do Terceiro Homem; autopredicação não-identidade

Para ler o artigo completo, aqui.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Considerações sobre o Contrato Social II: Platão





No Livro II da República de Platão Gláucon pedirá que Sócrates defenda a justiça por si mesma e censure a injustiça, pois diz se sentir em aporía ao ouvir Trasímaco e milhares de outros [μυρίων ἄλλων] falarem que a vida do injusto é melhor do que a do justo, ao passo que falar a favor da justiça, como sendo superior a injustiça, ainda não ouviu ninguém falar, como é sua vontade.  Por isso, irá reafirmar seu desafio a Sócrates de ouvir o elogio da justiça αὐτὸ καθαὑτό[1]. No intuito de retomar Trasímaco, irá, dessa forma, dividir o seu discurso em três partes, que pretenderemos seguir em nosso trabalho:

πρῶτον μὲν ἐρῶ δικαιοσύνην οἷον εἶναί φασιν καὶ ὅθεν γεγονέναι, δεύτερον δὲ ὅτι πάντες αὐτὸ οἱ ἐπιτηδεύοντες ἄκοντες ἐπιτηδεύουσιν ὡς ἀναγκαῖον ἀλλοὐχ ὡς ἀγαθόν, τρίτον δὲ ὅτι εἰκότως αὐτὸ δρῶσι· πολὺ γὰρ ἀμείνων ἄρα τοῦ ἀδίκου τοῦ δικαίου βίος, ὡς λέγουσιν.
primeiro falarei o que dizem ser a justiça e sua origem, segundo que todos aqueles que a praticam, praticam por necessidade, mas não como um bem, terceiro  que naturalmente procedem assim, porquanto, afinal de contas, a vida do injusto é muito melhor do que a do justo, no dizer deles. (Rep., 358c1-5)

No entanto, antes de iniciar sua exposição, Gláucon irá classificar o bem [ἀγαθόν] em três tipos diferentes (Rep., 357b4-d2):
(i) O primeiro tipo de bem é aquele que desejamos não por suas consequências [ἀποβαινόντων], mas por o estimarmos por si mesmo [αὐτὸ αὑτοῦ ἕνεκα], como o que é agradável [τὸ χαίρειν] e os prazeres inofensivos [αἱ ἡδοναὶ ὅσαι ἀβλαβεῖς], dos quais nada resulta depois no tempo senão o agrado de os possuirmos [μηδὲν εἰς τὸν ἔπειτα χρόνον διὰ ταύτας γίγνεται ἄλλο χαίρειν ἔχοντα].
(ii) O segundo tipo de bem é aquele que gostamos por ser agradável em si mesmo e pelas suas consequências, como a sensatez, a visão e a saúde [ αὐτό τε αὑτοῦ χάριν ἀγαπῶμεν καὶ τῶν ἀπ᾽ αὐτοῦ γιγνομένων, οἷον αὖ τὸ φρονεῖν καὶ τὸ ὁρᾶν καὶ τὸ ὑγιαίνειν].
(iii) O terceiro tipo de bem é do tipo penoso, mas útil, e não aceitaríamos a sua posse por amor a ele, mas sim devido às recompensas e a outras consequências que dele derivam [γὰρ ἐπίπονα φαῖμεν ἄν, ὠφελεῖν δὲ ἡμᾶς, καὶ αὐτὰ μὲν ἑαυτῶν ἕνεκα οὐκ ἂν δεξαίμεθα ἔχειν, τῶν δὲ μισθῶν τε χάριν καὶ τῶν ἄλλων ὅσα γίγνεται ἀπ᾽ αὐτῶν]. Como exemplos deste, temos a ginástica, o tratamento de doenças, a prática médica e outras maneiras de se obter dinheiro.
Sócrates irá colocar a justiça no segundo tipo de bem, enquanto Gláucon vai dizer que, de acordo com o parecer da maioria [δοκεῖ τοῖς πολλοῖς], não é esse o tipo no qual a justiça se encaixa, mas que pertence à espécie penosa [τοῦ ἐπιπόνου εἴδους], a que se pratica por causa das recompensas, da reputação e das aparências, mas que por si mesma se deve evitar, como sendo dificultosa. Sendo o problema dos bens o da relação entre ser em si e a aparência (dóxa), Gláucon continuará seu argumento por uma defesa da relação da justiça apenas com a aparência. Tomaremos esta divisão, por ele feita, por motivos de clareza, pois acreditamos que os argumentos se encadeiam e não podem ser entendidos por inteiro se forem separados.
Seu primeiro argumento (Rep., 358e2-359b5) tem o intuito de demonstrar a natureza da justiça, assim como sua origem, segundo o lógos dos polloí [ μὲν δὴ φύσις δικαιοσύνης ... καὶ ἐξ ὧν πέφυκε τοιαῦτα, ὡς λόγος] (Rep., 359b6-7). Será sobre isso que iremos tratar neste artigo no intuito de fundamentar as bases que consagram o argumento de Gláucon como sendo do tipo contratualista. Para isso, iremos nos utilizar de fontes clássicas e contemporâneas para fundamentar nossa hipótese.

domingo, 10 de dezembro de 2017

Prometeu e a aporía humana




Prometeu e a aporía humana
Luiz Maurício B. R. Menezes





Conta-nos o mito grego que Zeus teria encarregado os irmãos Epimeteu e Prometeu de distribuir as capacidades dos seres vivos antes de sua gênese no mundo. Epimeteu pediu a Prometeu que ele próprio ficasse incumbido da distribuição e que Prometeu depois iria conferir o seu trabalho. E no procedimento de distribuição, Epimeteu conferiu a algumas criaturas a força, a outras, velocidade, a alguns, garras, a outros, asas e, assim por diante, ele parecia distribuir adequadamente as capacidades entre os seres existentes. No entanto, não sendo muito sábio, acaba usando todas as capacidades antes que chegasse no homem. Isso leva-o a um impasse, um momento de desconforto em que ele não consegue resolver o problema que lhe está posto. Tal momento de impasse, que o próprio Epimeteu se meteu, é o que chamamos em filosofia de “aporía”.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Desafio da Investigação Filosófica #4

É com grande satisfação que anunciamos mais um Desafio da Investigação Filosófica!

Valendo desta vez um brinde exclusivo do blog, o desafio consiste em apresentar uma solução para o problema colocado abaixo. A primeira resposta considerada completa e correta será a vencedora. O resultado será divulgado em uma semana (no dia 15 de dezembro) ou quando houver vencedores, no caso de não ter sido resolvido até lá. As respostas devem ser escritas aqui no blog, diretamente nos comentários desta postagem, e devem conter o nome, o sobrenome, a cidade e o estado do (a) autor (a). A resposta deve ser oferecida em um único comentário (não consideraremos respostas divididas).

Aqueles (as) que desejarem propor um desafio ou oferecer uma premiação, podem enviar um email para desafiosdaif@gmail.com.

E o desafio número 4 da investigação filosófica é...

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

O Paradoxo Inferencial de Lewis Carroll (Rodrigo Cid)

O objetivo deste artigo é apresentar o paradoxo de Lewis Carroll sobre a justificação de princípios lógicos, tal como também algumas tentativas de solução para ele. Isso é importante, pois se há princípios lógicos básicos, parece-nos necessário haver também uma justificação para tais princípios. Levando em consideração algumas observações de Ryle, Devitt e Kripke sobre o tema, pretendemos apresentar brevemente suas teorias e suas principais críticas umas às outras e, principalmente, as críticas contra a teoria da adoção.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Considerações sobre o Contrato Social I: origens gregas





Considerações sobre o contato social I: origens gregas[i]
Luiz Maurício B.R. Menezes

A teoria do contrato supõe uma noção de natureza humana, entendida como um princípio de insegurança em que os homens não estão livres de sofrerem os males da injustiça, e este princípio só é resolvido pela instauração de um governo que tem seu poder legitimado no contrato. Sua origem se encontra na sofística do séc. V a.C., que investigava se a moralidade seria matéria da convenção (nómos) ou da natureza (phýsis), o que levanta questões sobre o indivíduo e a pólis.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Considerações sobre a Operação Anel de Giges



A Polícia Federal em Roraima, em conjunto com a Receita Federal, deflagrou a Operação Anel de Giges, na manhã do dia 28 de setembro de 2017, com o objetivo de investigar a organização criminosa acusada de peculato, lavagem de dinheiro e desvios de verbas públicas. Dois filhos e dois enteados do senador Romero Jucá (PMDB-RR) são alvos da operação. O que nos chama atenção aqui, e que será alvo da nossa coluna de hoje, é o nome dado a operação da PF: Anel de Giges. Por que utilizaram esse nome? Quem seria Giges e que poder teria o tal anel?

domingo, 6 de agosto de 2017

Debate Persa em Heródoto



ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O DEBATE PERSA NAS HISTÓRIAS DE HERÓDOTO
Luiz Maurício Bentim da Rocha Menezes

Resumo: Tomaremos como objetos de investigação de nosso trabalho o Debate Persa que se encontra nas Histórias de Heródoto. Tal debate suscita uma discussão sobre as formas de governo e qual seria a mais adequada para se viver. A finalidade de tal estudo é verificar a relação não só do governo, mas também da alma do governante, analisando as posições dos debatedores e suas intenções para o estabelecimento de um novo governo persa.

Palavras-Chave: Histórias de Heródoto; Debate Persa; Formas de Governo.


Para ler o artigo todo, aqui.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Sísifo e sua pedra: reflexões sobre a existência




Condenado pelos deuses a carregar uma enorme pedra sem qualquer descanso até o cume de uma montanha, de onde a pedra caía novamente, em consequência de seu peso, Sísifo é o nosso herói. Seu castigo não poderia ser pior, pois deveria eternamente repetir essa tarefa sem jamais parar. Sísifo é aquele que carrega eternamente o seu fardo e repete sem cessar o seu destino. E por que estamos falando de Sísifo aqui? Em quê Sísifo se assemelha a nós? Ele se assemelha porque ele é nós e nós somos ele. A única diferente é que Sísifo está consciente do absurdo de sua condição.
Em 1942, Albert Camus escreveu O mito de Sísifo, um ensaio que pretende refletir sobre aquilo que é o mais profundo e próprio sentido do homem: a existência. Em que consiste a existência do homem nesse mundo? E por que seria essa existência absurda?

terça-feira, 30 de maio de 2017

GYGES E A TIRANIA DO ANEL

O Anel de Giges, Anônimo da escola de Ferrara, século XVI


GYGES E A TIRANIA DO ANEL: ANÁLISE DA PASSAGEM 359B-362C DA REPÚBLICA DE PLATÃO
Luiz Maurício Bentim da Rocha Menezes

RESUMO: Gyges foi o primeiro tirano a reinar na Lídia pela casa dos Mermnadae por volta do séc. VII a. C. Ele foi também o primeiro grande bárbaro com o qual os gregos estabeleceram contato. Em Platão, Gyges aparece ligado à narrativa de Glaúcon no Livro II da República (359b-360b), onde este conta os feitos daquele para se tornar o soberano da Lídia. Há uma dificuldade na passagem 359d que faz com que a identificação direta de Gyges com a narrativa de Gláucon seja prejudicada. Pretendemos através deste trabalho (I) apresentar algumas propostas de interpretação para a passagem, utilizando para isso não só o texto de Platão como as fontes líricas e históricas anteriores a ele; e (II) analisar a relação de Gyges com a tirania, perpassando pelo tema da justiça e da injustiça que são centrais na República. Com isso se pretende demonstrar que a narrativa de Gláucon é uma narrativa sobre a tirania, um problema importante para a filosofia política de Platão e que deverá ser resolvido por Sócrates.

PALAVRAS-CHAVE: República de Platão; Anel de Gyges; Tirania; Justiça; Injustiça.

Artigo completo: aqui




segunda-feira, 29 de maio de 2017

Sobre A Política de Aristóteles




L'Excellence menacée - Sur la philosophie politique d'Aristote (2017)

Comme théoricien de la politique, Aristote fournit aux législateurs les moyens de penser la réalité des cités pour leur permettre d'instaurer des régimes droits, notamment une méthode fine pour penser la diversité des formes constitutionnelles et une théorie des changements et révolutions dans les cités.

As a political theorist, Aristotle provides lawmakers with the means to think about the reality that city-states face, making it possible for them to create good regimes. His ideas include a subtle method for thinking about the different forms of government and a theory about the change and upheaval that may take place in a city-state.

Como um teórico da política, Aristóteles fornece ao legislador os meios de pensar a realidade das cidades que lhes permitam criar bons regimes. Suas ideias incluem um método para pensar sobre as diferentes formas de governo e a teoria sobre a mudança e revolução das cidades.


sexta-feira, 21 de abril de 2017

Platão na Palestina


Teaching Plato in Palestine: Philosophy in a Divided World
Carlos Fraenkel

Foreword by Michael Walzer
Winner of the 2015 Mavis Gallant Prize for Non-Fiction, Quebec Writers’ Federation
One of The Australian’s Books of the Year 2015 (selected by Aminatta Forna)
Longlisted for the 2016 Sheikh Zayed Book Award in Arabic Culture in Other Languages

quinta-feira, 20 de abril de 2017

O Belo é difícil

Morreu a mulher que aprendeu com os gregos que as coisas belas são difíceis

Maria Helena da Rocha Pereira (1925-2017) foi durante décadas o rosto dos Estudos Clássicos em Portugal. Deixa uma obra vastíssima e um exemplo de determinação e rigor. As suas traduções das grandes tragédias gregas são uma referência, assim como os trabalhos que fez à volta da literatura portuguesa

Reportagem aqui.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

O Retorno da Tirania

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O retorno da tirania

οὔ μοι τὰ Γύγεω τοῦ πολυχρύσου μέλει,
οὐδ’ εἷλέ πώ με ζῆλος, οὐδ’ ἀγαίομαι
θεῶν ἔργα, μεγάλης δ’ οὐκ ἐρέω τυραννίδος·
απόπροθεν γάρ ἐστιν ὀφθαλμῶν ἐμῶν.
Não me preocupam as coisas de Gyges, rico em ouro,
Nem ainda me persegue a cobiça, nem invejo
As obras dos deuses, ou amor pela grande tirania;
Isto longe está dos meus olhos.[1]

A tirania nasceu na região da Anatólia por volta do séc. VII a.C. A Anatólia, também conhecida como Ásia Menor, foi uma região próspera naquela época e muito influente. O primeiro a ser chamado de tirano parece ter sido Gyges da Lídia. Muitas histórias se contam sobre a maneira como Gyges teria atingido o poder, todas elas falam em usurpação do trono. Gyges teria reinado 682-644 a.C. e seu poder foi grande sobre aquela região.

sexta-feira, 17 de março de 2017

O Contrato de Gláucon



O CONTRATO DE GLÁUCON
Luiz Maurício Bentim da Rocha Menezes

O Livro II da República de Platão se inicia com um desafio de Gláucon para Sócrates, onde este deve provar que o homem justo é, de toda maneira, melhor do que o injusto. Para isso, pedirá que Sócrates defenda a justiça por si mesma e censure a injustiça. O discurso de Gláucon pode ser dividido em três partes, sendo a primeira dedicada à origem e à natureza da justiça; a segunda irá indicar a justiça como algo necessário, mas não como um bem; e a terceira, na qual ele irá tentar provar que a vida do injusto é melhor do que a do justo. Neste trabalho, iremos nos centrar em seu primeiro argumento e de que maneira Gláucon defende a justiça através de um contrato.

Para ler o texto aperte aqui.


quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

8a Jornada de Filosofia das Ciências Físicas

Terça-feira, 13 de dezembro de 2016
Auditório Novo I - Instituto de Física, USP

14:00 h  CARLOS SENISE (Prof. no DCET, Unifesp, Diadema): 
“Concepções de espaço-tempo: de Aristóteles a Einstein”

15:00 h ANDRÉ NORONHA (Prof. do IFSP; doutorando no PIEC, USP): 
“Algumas considerações sobre o problema da geodésica na relatividade geral”
15:40 h THIAGO HARTZ (Pesquisador colaborador, MAST/MCTIC, RJ):
“A interpretação de muitos mundos da teoria quântica: uma história de como ela começou a ser aceita pela comunidade de físicos, 1957-1970”

Apoio:  Depto. de Filosofia, FFLCH - USP
Programa de Pós-Graduação Interunidades em Ensino de Ciências - USP

sábado, 19 de novembro de 2016

Nota da UFMG contra ação violenta da PM

Nota de repúdio da reitoria da UFMG contra a ação violenta da PM no Campus da Pampulha nesta sexta-feira (18 de novembro de 2016):


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