domingo, 6 de agosto de 2017

Debate Persa em Heródoto



ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O DEBATE PERSA NAS HISTÓRIAS DE HERÓDOTO
Luiz Maurício Bentim da Rocha Menezes

Resumo: Tomaremos como objetos de investigação de nosso trabalho o Debate Persa que se encontra nas Histórias de Heródoto. Tal debate suscita uma discussão sobre as formas de governo e qual seria a mais adequada para se viver. A finalidade de tal estudo é verificar a relação não só do governo, mas também da alma do governante, analisando as posições dos debatedores e suas intenções para o estabelecimento de um novo governo persa.

Palavras-Chave: Histórias de Heródoto; Debate Persa; Formas de Governo.


Para ler o artigo todo, aqui.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Sísifo e sua pedra: reflexões sobre a existência




Condenado pelos deuses a carregar uma enorme pedra sem qualquer descanso até o cume de uma montanha, de onde a pedra caía novamente, em consequência de seu peso, Sísifo é o nosso herói. Seu castigo não poderia ser pior, pois deveria eternamente repetir essa tarefa sem jamais parar. Sísifo é aquele que carrega eternamente o seu fardo e repete sem cessar o seu destino. E por que estamos falando de Sísifo aqui? Em quê Sísifo se assemelha a nós? Ele se assemelha porque ele é nós e nós somos ele. A única diferente é que Sísifo está consciente do absurdo de sua condição.
Em 1942, Albert Camus escreveu O mito de Sísifo, um ensaio que pretende refletir sobre aquilo que é o mais profundo e próprio sentido do homem: a existência. Em que consiste a existência do homem nesse mundo? E por que seria essa existência absurda?

terça-feira, 30 de maio de 2017

GYGES E A TIRANIA DO ANEL

O Anel de Giges, Anônimo da escola de Ferrara, século XVI


GYGES E A TIRANIA DO ANEL: ANÁLISE DA PASSAGEM 359B-362C DA REPÚBLICA DE PLATÃO
Luiz Maurício Bentim da Rocha Menezes

RESUMO: Gyges foi o primeiro tirano a reinar na Lídia pela casa dos Mermnadae por volta do séc. VII a. C. Ele foi também o primeiro grande bárbaro com o qual os gregos estabeleceram contato. Em Platão, Gyges aparece ligado à narrativa de Glaúcon no Livro II da República (359b-360b), onde este conta os feitos daquele para se tornar o soberano da Lídia. Há uma dificuldade na passagem 359d que faz com que a identificação direta de Gyges com a narrativa de Gláucon seja prejudicada. Pretendemos através deste trabalho (I) apresentar algumas propostas de interpretação para a passagem, utilizando para isso não só o texto de Platão como as fontes líricas e históricas anteriores a ele; e (II) analisar a relação de Gyges com a tirania, perpassando pelo tema da justiça e da injustiça que são centrais na República. Com isso se pretende demonstrar que a narrativa de Gláucon é uma narrativa sobre a tirania, um problema importante para a filosofia política de Platão e que deverá ser resolvido por Sócrates.

PALAVRAS-CHAVE: República de Platão; Anel de Gyges; Tirania; Justiça; Injustiça.

Artigo completo: aqui




segunda-feira, 29 de maio de 2017

Sobre A Política de Aristóteles




L'Excellence menacée - Sur la philosophie politique d'Aristote (2017)

Comme théoricien de la politique, Aristote fournit aux législateurs les moyens de penser la réalité des cités pour leur permettre d'instaurer des régimes droits, notamment une méthode fine pour penser la diversité des formes constitutionnelles et une théorie des changements et révolutions dans les cités.

As a political theorist, Aristotle provides lawmakers with the means to think about the reality that city-states face, making it possible for them to create good regimes. His ideas include a subtle method for thinking about the different forms of government and a theory about the change and upheaval that may take place in a city-state.

Como um teórico da política, Aristóteles fornece ao legislador os meios de pensar a realidade das cidades que lhes permitam criar bons regimes. Suas ideias incluem um método para pensar sobre as diferentes formas de governo e a teoria sobre a mudança e revolução das cidades.


sexta-feira, 21 de abril de 2017

Platão na Palestina


Teaching Plato in Palestine: Philosophy in a Divided World
Carlos Fraenkel

Foreword by Michael Walzer
Winner of the 2015 Mavis Gallant Prize for Non-Fiction, Quebec Writers’ Federation
One of The Australian’s Books of the Year 2015 (selected by Aminatta Forna)
Longlisted for the 2016 Sheikh Zayed Book Award in Arabic Culture in Other Languages

quinta-feira, 20 de abril de 2017

O Belo é difícil

Morreu a mulher que aprendeu com os gregos que as coisas belas são difíceis

Maria Helena da Rocha Pereira (1925-2017) foi durante décadas o rosto dos Estudos Clássicos em Portugal. Deixa uma obra vastíssima e um exemplo de determinação e rigor. As suas traduções das grandes tragédias gregas são uma referência, assim como os trabalhos que fez à volta da literatura portuguesa

Reportagem aqui.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

O Retorno da Tirania

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O retorno da tirania

οὔ μοι τὰ Γύγεω τοῦ πολυχρύσου μέλει,
οὐδ’ εἷλέ πώ με ζῆλος, οὐδ’ ἀγαίομαι
θεῶν ἔργα, μεγάλης δ’ οὐκ ἐρέω τυραννίδος·
απόπροθεν γάρ ἐστιν ὀφθαλμῶν ἐμῶν.
Não me preocupam as coisas de Gyges, rico em ouro,
Nem ainda me persegue a cobiça, nem invejo
As obras dos deuses, ou amor pela grande tirania;
Isto longe está dos meus olhos.[1]

A tirania nasceu na região da Anatólia por volta do séc. VII a.C. A Anatólia, também conhecida como Ásia Menor, foi uma região próspera naquela época e muito influente. O primeiro a ser chamado de tirano parece ter sido Gyges da Lídia. Muitas histórias se contam sobre a maneira como Gyges teria atingido o poder, todas elas falam em usurpação do trono. Gyges teria reinado 682-644 a.C. e seu poder foi grande sobre aquela região.

sexta-feira, 17 de março de 2017

O Contrato de Gláucon



O CONTRATO DE GLÁUCON
Luiz Maurício Bentim da Rocha Menezes

O Livro II da República de Platão se inicia com um desafio de Gláucon para Sócrates, onde este deve provar que o homem justo é, de toda maneira, melhor do que o injusto. Para isso, pedirá que Sócrates defenda a justiça por si mesma e censure a injustiça. O discurso de Gláucon pode ser dividido em três partes, sendo a primeira dedicada à origem e à natureza da justiça; a segunda irá indicar a justiça como algo necessário, mas não como um bem; e a terceira, na qual ele irá tentar provar que a vida do injusto é melhor do que a do justo. Neste trabalho, iremos nos centrar em seu primeiro argumento e de que maneira Gláucon defende a justiça através de um contrato.

Para ler o texto aperte aqui.


quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

8a Jornada de Filosofia das Ciências Físicas

Terça-feira, 13 de dezembro de 2016
Auditório Novo I - Instituto de Física, USP

14:00 h  CARLOS SENISE (Prof. no DCET, Unifesp, Diadema): 
“Concepções de espaço-tempo: de Aristóteles a Einstein”

15:00 h ANDRÉ NORONHA (Prof. do IFSP; doutorando no PIEC, USP): 
“Algumas considerações sobre o problema da geodésica na relatividade geral”
15:40 h THIAGO HARTZ (Pesquisador colaborador, MAST/MCTIC, RJ):
“A interpretação de muitos mundos da teoria quântica: uma história de como ela começou a ser aceita pela comunidade de físicos, 1957-1970”

Apoio:  Depto. de Filosofia, FFLCH - USP
Programa de Pós-Graduação Interunidades em Ensino de Ciências - USP

sábado, 19 de novembro de 2016

Nota da UFMG contra ação violenta da PM

Nota de repúdio da reitoria da UFMG contra a ação violenta da PM no Campus da Pampulha nesta sexta-feira (18 de novembro de 2016):


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Manifesto do corpo discente do programa de pós-graduação em Filosofia da UFMG sobre a medida provisória que reforma o ensino médio

Os discentes do programa de pós-graduação em filosofia da UFMG manifestam sua insatisfação e oposição ao projeto de reforma do Ensino Médio apresentado pelo presidente Michel Temer através de Medida Provisória publicada no Diário Oficial da União no dia 23 de setembro de 2016. Consideramos tratar um tema de tal complexidade por via de Medida Provisória algo inadequado, além de um ato unilateral e antidemocrático, pois tolhe a possibilidade de uma ampla discussão da matéria. Uma mudança de tal envergadura só poderia ser feita através do diálogo com as partes interessadas, notadamente alunos, professores, pais, funcionários e educadores em geral. Repudiamos a tentativa de se retirar as disciplinas de filosofia, sociologia, educação física e artes do currículo obrigatório do ensino médio. No caso particular da filosofia, sua presença foi assegurada após anos de mobilização – corrigindo decisão arbitrária do regime militar, que a tinha retirado do currículo – quando foi reconhecida sua importância lapidar na formação de indivíduos autônomos, dotados de capacidade crítica e de livre pensamento, valores pelos quais uma democracia deve zelar. Consideramos não ser garantia suficiente da presença da filosofia no currículo sua existência na Base Nacional Comum Curricular, pois tal documento ainda está em análise e pode variar ocasionalmente. Demonstramos profunda preocupação com o parágrafo IV, inserido no artigo 61 da lei nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996 pela presente Medida Provisória, que abre caminho à contratação de professores por “notório saber”. Consideramos que tal nomenclatura, “notório saber”, justamente por sua vagueza, abre caminho à ainda maior precarização da carreira docente e coloca em risco a qualidade do ensino ministrado, ao permitir a contratação de profissionais sem a formação adequada. Entendemos que qualquer mudança no Ensino Médio, ou em qualquer outro nível do ensino nacional, só deve ocorrer após exaustiva discussão com a sociedade por intermédio dos canais instituídos para este propósito, sobretudo o Plano Nacional de Educação. Assim, reivindicamos a retirada de tal Medida Provisória pelo governo e a abertura imediata do diálogo sobre a reforma pelos canais democráticos e institucionais apropriados. Por fim, também manifestamos oposição à PEC 241 que visa congelar os investimentos sociais pelos próximos 20 anos e que trará consequências negativas à educação brasileira.


Belo Horizonte, 28 de setembro de 2016.
Corpo Discente do Programa de Pós-graduação em Filosofia da UFMG

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

*Recorde de atos #ForaTemer!*


_Mais de 50 protestos programados de 29/09 a 01/10_

O anúncio da *Reforma do Ensino Médio* e da *Reforma Trabalhista* mexeu com a insatisfação dos brasileiros. A página _Eventos Fora Temer_ mapeou 52 paralisações, protestos e debates por todo o país.

Até o domingo, dia de eleição, acontecem manifestações todos os dias. Não esqueça: Vá com seu adesivo #ForaTemer e *não vote em candidato golpista ou apoiado por golpista!*

Confira a Lista de atos:

quarta-feira, 27 de julho de 2016

O Colégio Pedro II abre concurso para professor efetivo. Filosofia está entre as vagas oferecidas. Acesse o edital aqui:


terça-feira, 7 de junho de 2016

O Dilema do Extermínio I: Problema (Revista Refutações)

"Se aceitarmos a intuição acima, teremos de enfrentar um curioso dilema, o qual chamo de dilema do extermínio: ou (a) animais não humanos dotados de algum nível... de consciência possuem direitos, portanto devemos exterminar seus predadores; ou (b) animais não humanos dotados de algum nível de consciência não possuem direitos, portanto é pelo menos permissível exterminá-los. Em todo caso, o extermínio de animais predadores não humanos dotados de consciência é permissível."
 

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Brasil, há o que Temer?





Brasil, há o que Temer?

You take a mortal man,
And put him in control.
Watch him become a god,
Watch people’s heads a’roll.
- Megadeth, Symphony of Destruction

Meus heróis morreram de overdose,
Meus inimigos estão no poder!
- Cazuza, Ideologia

Sexta-feira 13! As bruxas estão soltas no Brasil, principalmente no Congresso Nacional, depois que o “mordomo de filme de terror”[1] assumiu a presidência da República interinamente. Como se era de esperar, a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff no senado foi um verdadeiro “massacre da serra elétrica”. Claro que todo golpe tem um preço, e o 'Jason' não vai deixar de vir cobrar do “presidente” Michel Temer e de todos os brasileiros. O Supremo Tribunal Federal junto com o Congresso Nacional montaram uma farsa jurídica para retirar através de um golpe branco a presidente Dilma. Golpe branco é quando se retira um presidente legitimamente eleito através de manobras legais, mas sem o devido respaldo. Isso significa que a nossa democracia é falha, pois permite brechas legais para se depor um presidente da República. Em artigo passado, avisava que estávamos diante de um golpe patológico. O patógeno agora se torna cada vez mais claro: é o fascismo. O fascismo está entre nós!

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Um Golpe Patológico


Um Golpe Patológico[1]

Ê, ôô, vida de gado.
Povo Marcado ê, Povo feliz!
- Zé Ramalho, Admirável Gado Novo

Eu vejo o futuro repetir o passado,
Eu vejo um museu de grandes novidades,
O tempo não para.
- Cazuza, O tempo não para.

Domingo, 17 de abril de 2016. A câmara dos deputados vota com sucesso pelo impeachment de Dilma Rousseff. O que antes parecia distante de acontecer, agora se torna cada vez mais próximo e provável. O golpe venceu, o Brasil perdeu. A decisão final fica por conta do senado. É com grande pesar que vemos um cenário futuro sem melhora alguma e, possivelmente, catastrófico para o país. Regressamos 52 anos na história de nosso país. Voltamos para 1964, ano do golpe militar! Mas agora não precisamos mais de militares para aplicarmos um golpe em um governante legitimamente eleito; evoluímos. Agora podemos destituir a democracia sem precisar de um único tiro. Eis o progresso...
Para quem assistiu a sessão em uma das grandes emissoras do país, como Globo ou Record, pôde perceber que apenas um lado aparecia na televisão: o lado dos patos patéticos. Todos vestidos de verde e amarelo segurando um pato ridículo “criado”[2] pela Fiesp. No entanto, esse não era o único lado existente, o Congresso (e o Brasil) estava dividido por um muro: de um lado os pró-impeachment, do outro os contra o impeachment. Estes, porém, não foram vistos na televisão. Durante toda a cobertura da votação, apenas o lado dos favoráveis ao impeachment era mostrado, como se todos unanimemente no país estivessem de acordo com isso. O que não é verdade!
O objetivo de nosso artigo é responder três questões:

(i) Por que o impeachment de Dilma Rousseff é um golpe?
(ii) Por que quem concorda com o impeachment ou é ingênuo ou é mau-caráter?
(iii) Por que o impeachment não resolve o problema do país?

Dito isso, sigamos com a análise dos fatos.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Chamada de Artigos


O periódico Investigação Filosófica (ISSN 2179-6742) faz a sua chamada para a publicação de textos no seu vol. 7, n. 1, a ser publicado no final do primeiro semestre de 2016, e convida a todos os pesquisadores em Filosofia a submeterem os seus textos. Aceitamos submissões de artigos, resenhas, comunicações, traduções autorizadas e entrevistas. Não discriminamos entre graduandos e pós-graduandos; todos os textos são avaliados anonimamente por membros do corpo editorial, por membros do conselho consultivo ou por algum parecerista externo escolhido por tais membros. Atentamos para a parceria estabelecida com o PPGLM/UFRJ, que em muito vem contribuir com o periódico. Pedimos atenção às normas para a publicação de artigos.
http://periodicoinvestigacaofilosofica.blogspot.com.br/

e-mail: ifilosofica@gmail.com








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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Platão e Nietzsche


Platon-Nietzsche. L'autre manière de philosopher


« Lire les Dialogues de Platon avec en tête les questions soulevées par Nietzsche m’a fait saisir en eux une force et une étrangeté usées par des myriades d’interprétations. Vérifier combien Nietzsche platonise” m’a permis de percevoir une pensée qui, par-delà Oui et Non, accumule hypothèses et points d’interrogation. Ce livre tente d’expliciter une évidence jusque-là souterraine : la parenté existant entre leurs manières de philosopher. Qui réduit leurs philosophies à un ensemble de doctrines peut seulement voir ce qui les oppose : pensée du devenir contre métaphysique de l’être, interprétation contre recherche dialectique de la vérité, corps pensant contre corps tombeau, la liste n’est pas close. Pour mettre en question ces oppositions, il fallait rappeler que penser est pour eux une aventure, une pluralité d’expériences joyeuses ou pénibles ouvrant sur des chemins à explorer. La méthode du contrepoint rigoureux, superposition de deux lignes mélodiques qui n’exclut pas les dissonances, était donc la plus indiquée. La mise en regard de leurs textes fait certes apparaître des renversements, mais surtout des échos ou des chiasmes.
Le Socrate musicien” qu’était Platon et le Dionysos philosophos” dont Nietzsche se disait le disciple sont les figures croisées d’un philosophe que l’un invente et l’autre réinvente – d’un philosophe qui, ni métaphysicien ni anti-métaphysicien, est capable d’interroger impitoyablement comme de chanter au-dessus de la vie. Cette autre manière de philosopher est, peut être, ce dont la philosophie a aujourd’hui besoin. »

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